Dilúvios...
Existem mais de 270 narrativas do dilúvio em diferentes povos espalhados pela Terra, povos que nem sabiam da existência um do outro. Essas histórias geralmente são sobre o início de sua civilização.
Um deus revoltado com a humanidade imperfeita resolve acabar com ela lançando sobre a terra um grande dilúvio. Alguns dos homens escolhidos recebem instruções para construir grandes embarcações e assim sobrevivem a grande tragédia. Quando a água baixa, depois de alguns meses, os homens repovoam o planeta salvando a humanidade.
Histórias como esta são contadas por diferentes povos ao redor do mundo, povos que nem sabiam da existência um do outro e que tinham as mesmas lendas sobre o início de sua civilização. Os povos americanos, asiáticos, sumérios, assírios, armênios, egípcios e persas, entre outros, contam histórias semelhantes ao dilúvio retratado na bíblia.
Segundo o cientista brasileiro Arysio Nunes dos Santos, o dilúvio estaria relacionado à lenda de Atlantis, cidade mítica grega, que ainda segundo ele, também teria sua história contada em inúmeras outras culturas.
Dilúvio Sumério
No século XIX, foram descobertas nas ruínas da cidade de Ur cerca de 50000 tábuas de argila contendo escritos cuneiformes que seriam parte da biblioteca do imperador assírio Assurbanípal (668-627 a.C.).
Nessas tábuas foram encontrados relatos das antigas grandes civilizações da Mesopotâmia além de um texto pagão anterior e muito semelhante ao Noé bíblico, a Epopéia de Gilgamesh.
O mito sumério de Gilgamesh conta os feitos do rei da cidade de Uruk, Gilgamesh, que parte em uma jornada de aventuras em busca da imortalidade, nesta busca encontra as duas únicas pessoas imortais:
Utanapistim e sua esposa, estes contam à Gilgamesh como conquistaram tal sorte, esta é a história do dilúvio. O casal recebeu o dom da imortalidade ao sobreviver ao dilúvio que consumiu a raça humana. Na tradição suméria, o homem foi dizimado por incomodar aos deuses. Segundo este mito, o deus Ea, por meio de um sonho, apareceu a Utanapistim e lhe revelou as pretensões dos deuses de exterminar os humanos através de um dilúvio. Ea pede a Utanapistim que renuncie aos bens materiais e conserve o coração puro. Utanapistim, então, reúne sua família e constrói a embarcação que lhe foi ordenada por Ea, estes ficam por sete dias debaixo do dilúvio que consome com os humanos. Aqui um techo de tal história:
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