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21 de março de 2012

Calle 13 - Latinoamérica


Brasil e os superfaturamentos....







Há duas semanas, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.

Também há duas semanas, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Porte Alegre , uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos.. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhões.

Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:


Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.

Corruptos existem nos dois países, mas só o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer na China uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento daria graças aos deuses se o castigo se limitasse à demissão.

Dia 19/07/11, o Tribunal chinês sentenciou a execução de dois prefeitos que estavam envolvidos em desvio de verba pública.

(Adotada esta prática no Brasil, teríamos que eleger um Congresso por ano)

6 de fevereiro de 2012

O Poder e a Política



THOMAS HOBBES (1588-1679): advertindo que no estado natural a guerra é inevitável, conclui que a única maneira de garantir a paz consiste na delegação de um poder absoluto e soberano.
 JOHN LOCKE (1632-1704): como arauto do liberalismo, critica o absolutismo. Para ele, o consentimento dos homens ao aceitarem o poder do corpo político instituído não retira o direito de inssurreição, caso haja necessidade de limitar o poder do governante. Além disso, o Parlamento se fortalece como legítimo canal de representação da sociedade e deve ter força suficiente para controlar os excessos do Executivo.
 JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778): atribuindo a soberania ao “povo incorporado”, isto é, ao povo como corpo coletivo, capaz de decidir o que é melhor para o todo social. Dessa forma, Rousseau desenvolve a concepção radical da democracia direta – em que o cidadão é ativo, participando, fazendo ele próprio as leis nas assembléias públicas – e antecipa algumas das críticas que no século seguinte os socialistas farão ao liberalismo. Denuncia a propriedade como uma das causas da origem da desigualdade e, ao desenvolver os conceitos de vontade geral ecidadania ativa, rejeita o elitismo da tradição burguesa do seu tempo.
 O Contrato Social
         “Sendo homens… por natureza, todos livres, iguais e independentes, ninguém pode ser expulso de sua propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar consentimento. A maneira única em virtude da qual uma pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se em comunidade para viverem em segurança, conforto e paz uma com as outras, gozando garantidamente das propriedades que tiverem e desfrutando de maior proteção contra quem quer que não faça parte dela. Qualquer número de homens pode fazê-lo, porque não prejudica a liberdade dos demais; ficam como estavam na liberdade do estado de natureza. Quando qualquer número de homens consentiu desse modo em constituir uma comunidade ou governo, ficam, de fato, a ela incorporados e formam um corpo político no qual a maioria tem o direito de agir e resolver por todos.
***
            O motivo que leva os homens a entrarem em sociedade é a preservação da propriedade; e o objetivo para o qual escolhem a autorizam um poder legislativo é tornar possível a existência de leis  e regras estabelecidas como guarda e proteção às propriedades de todos os membros da sociedade, a fim de limitar o poder e moderar o domínio de cada parte e de cada membro da comunidade; pois não se poderá nunca supor seja vontade  da sociedade de que o legislativo possua o poder de destruir o que todos intentam assegurar-se entrando em sociedade e para o que  o povo se submeteu a legisladores por eles mesmos criados.
***
         … o poder legislativo não pode transferir o poder de elaborar leis a outras mãos quaisquer,; portanto, sendo tão só poder delegado pelo povo, os que o têm não podem transferi-los a terceiros. Somente o povo pode indicar a forma da comunidade, a qual consiste em constituir o legislativo e indicar em que mãos deve estar. E quando  o povo disser, sujeitar-nos-emos a regras e seremos governados por leis  feitas por estes homens e, dessa forma, ninguém mais poderá dizer que outros homens lhes façam leis; nem pode o povo ficar obrigado por quaisquer leis senão as que forem promulgadas pelos que escolheu e autorizou fazê-las. Sendo o poder do legislativo derivado do povo por concessão ou instituição positiviva e voluntária, o qual importa somente em fazer leis e não terá o poder de transferir a própria autoridade de fazer leis, colocando-os em outras mãos. “
LOCKE, Jonh. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo, Abril Cultural, 1973. P. 77, 127 e 96. (col. Os Pensadores)


14 de janeiro de 2012

Globo confirma que a vinheta para o plantão do fim do mundo já está pronta



Emissora usará toque diferenciado no último plantão, quando o mundo estiver acabando 




A Rede Globo criou uma vinheta especial para ser usada no Plantão do Fim do Mundo, que deve acontecer no final do ano. O último plantão terá um toque diferente, um pouco mais lento e dramático. Será também o encerramento da programação da emissora.


"A partir da entrada do plantão, os trabalhos da TV Globo serão voltados exclusivamente para a cobertura completa do fim do mundo", disse o diretor de jornalismo da emissora.


A Globo teve a ideia de lançar um jingle musical diferente, para noticiar o fim do mundo, para não confundir o telespectador com um plantão normal. "O último plantão precisa ser exclusivo e ter um toque diferenciado", disse o diretor.