
O rio percorre por um “cânion“ de aproximadamente 170 metros de profundidade, e entre as suas paredes revela-se sua arte. Os sinais deixados pelos índios Tehuelches há cerca de 9.000 anos atrás, se estendem por dezenas de outras cavernas naturais na região.
É sabido que pelo menos três gerações distintas viveram nesta localidade usando o vale para se abrigar de tempos ruins, de inverno principalmente, e utilizavam a geografia da redondeza para caçar, servindo como fonte de alimentação os guanacos, animais típicos da região. Uma espécie de lhama.

Essas pinturas inscritas por essas civilizações, foram encontradas pelo padre De Agostini, no ano de 1941 e estão localizadas em três lugares no que seriam os seus abrigos naturais: nas grutas, marquises e imensos paredões rochosos. As famosas pinturas rupestres mostram em grande profusão a imagem de mãos, mas há muitas outras como: imagens dos guanacos, emas, felinos, desenhos geométricos, agrupamento de linhas, cenas de suas caçadas, pontos e figura solar. Variando suas cores entre vermelho, ocre, amarelo, preto e branco.
No geral, as pinturas estão num espaço entre o nível do solo e mais ou menos 3 metros de altura. Há muitas imagens nas partes baixas do teto, em direção ao fundo da caverna.

Os espaços destas imagens abraçam aproximadamente 60 metros, distribuídos em torno de 200 metros de frente. As grutas possuem por volta de 20 metros de profundidade e sua entrada cerca de 15 metros de largura por 15 de altura.





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